Paulo Miklos estreia no teatro como mito do Jazz: Desejo antigo

Paulo Miklos estreia no teatro como mito do Jazz ao completa 15 anos de sua primeira atuação no filme “O invasor”. E o tom de animação na voz ao falar de “Chet Baker, apenas um sopro”, peça em cartaz no CCBB, não deixa dúvidas do frescor que a nova empreitada está trazendo ao ex-titã.

“Quando o Brant (o diretor Beto Brant) me chamou para fazer “O invasor”, disse a ele que não tinha condições, que era incapaz. Mas, ele confiou em mim. Agora, quando o Zé (o diretor José Roberto Martins) me mostrou o texto da peça, falei que queria muito fazer” afirma Miklos.

O desejo era antigo

O artista conta que fazer teatro era um desejo, mas que não sabia como iria acontecer.

“ Então, quando surgiu o convite para dar vida a esse músico fantástico, vi que era a hora. Demorei 15 anos para estar pronto, mas a estreia não poderia ser melhor” analisa  o interprete do trompetista Chet Baker.

O espetáculo é um recorte na vida pessoal do músico, um dos maiores nomes do jazz: No fim dos anos 60, após ser agredido por traficantes a ponto de perder muitos dentes e ficar três anos sem tocar, ele ensaia um retorno.

“A peça se dá nessa volta dele, o primeiro encontro com os antigos companheiros de banda. Tem toda uma expectativa: será que vai tocar com o mesmo brilhantismo? O texto trabalha a fragilidade do ser humano. O personagem é complexo, denso, polêmico” declara Miklos.

A proximidade com a música deixa o artista mais à vontade em sua estreia:

“O fato de ser ambientado num estúdio também criou uma familiaridade e me deu muita força para aceitar. A peça tem música, mas o mistério é: será que Chet vai conseguir tocar?” Tem que ir lá para conferir.

Rádio Helix / Extra